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terça-feira, 15 de novembro de 2011

NA APRENDIZAGEM: O DESMATAMENTO FLORESTAL NO BRASIL





WAGNER MOURA, PARABÉNS!!!    NÓS, O POVO BRASILEIRO, ESTAMOS COM VOCÊ.  NÃO QUEREMOS UM BRASIL DE IMPUNIDADE, QUEREMOS SIM: UMA NAÇÃO QUE SE FAÇA E NÃO SILENCIE A VOZ DE SUA GENTE...E DÊ SIGNIFICADO REAL AS PALAVRAS.


CIEP BRIZOLÃO 121

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ATENÇÃO: BREVE LANÇAMENTO NO BRASIL- TRAVESÍAS DE SILENCIO/ TRAVESSIA DE SILÊNCIOS, DE SILVIA AIDA CATALÁN (ARGENTINA)



INVITAMOS/CONVIDAMOS








Dedicatoria y agradecimientos



A mis Ángeles del Cielo:


María Aida Aida Sotomayor -  Argilio Modesto Catalán
 Juan Facundo
 Jorge Abel Dardick



A mis Soles: Liliana Gabriela , Agustín, Federico y Diego


A mis Ángeles en la Tierra:


Vanda Lúcia Da Costa Salles y sus alumnos que inspiraron este poemario
Nelly Haydeé Fernández de Champagne
 Hilda Interiano de Payés







Memorias









“¿Cuál de los dos escribe este poema
de un yo plural y de una sola sombra?
¿Qué importa la palabra que me nombra
si es indiviso y uno el anatema?”¿Cuál de los dos escribe
este ?

Jorge Luis Borges, 1




…y cuando no encuentro  los  acordes de tu voz,
la ventana  es un mundo silente donde  ahorco los colores de mi alma.
En aquel momento,  tiño  la beldad de la memoria en aguadas  tornasoles
para notarte en mí de la forma en que conjeturo tu presencia.
Es un  trance sin fin el amor que te prodigo
a través de la tristeza  y la omisión, porque
 no aparto  del círculo  en  que vivo
siquiera un crepúsculo del  hálito que fuimos.
Por entonces,  tú embriagabas mis sentidos
mas ahora, embriágame  de paz y de sigilo
el modo vehemente en que transitas dentro mío
con un excelso mohín acariciando los nexos de mi boca.


Tú, con la ira del adiós entre mis senos
Yo,  con la espalda dibujada de alelíes
sembrados por  las huellas de tus dedos
y horizontes de rojos  terciopelos sellando mis pupilas.
…y cuando no estás allí, sigo procurando en mis instintos
la suave tersura del contacto aún y mismo en el abismo.
Porque fuimos la fusión del agua y el aceite,
                                        y el mistol y el elixir del mistol.
Porque fuimos para siempre la ternura del amor en sus raíces





Memórias





                                  “ Qual de nós escreve este poema,
                             de um eu plural e uma só sombra
                      Que importa a palavra que me nomeia
     Se é indivisível e uno o anátema? Qual de nós dois   
                                                                          escreve este ?”


                                    Jorge Luis Borges, 1

                         







...e quando não encontro os acordes de tua voz,

a janela é um mundo silente onde afogo as
cores de minh’alma.
Naquele momento, tinjo a beleza da memória em
aguadas   girassóis
para notar-te em mim do jeito em que conjeturo. Tua
presença
é um transe sem fim ao amor que te prodigo
através da tristeza e do fracasso, porque
não separo do círculo em que vivo
sequer um crepúsculo do hálito que fomos.
Até lá, embriagavas meus sentidos
Mas agora, embriaga-me de paz e de sigilo
No modo veemente  em que transitas dentro de mim
Com um excelso moinho acariciando os nexos de minha boca.


Tu, com a ira da despedida entre meus seios
Eu, com  o dorso desenhado de alelies
Semeados pelos roçar dos seus dedos
E horizontes de veludos vermelhos  fechando minhas
Pupilas.
... e quando não estás ali, sigo procurando em meus
Instintos
A suave tersura do contato  e  até mesmo no
Abismo,
Porque fomos a fusão de  água e óleo,
                        E o mistol e o elixir do mistol.
Porque  fomos para sempre a ternura do amor em
suas raízes.

MÚSICA : MICHEL TELÓ- AI SE EU TE PEGO!!!

BREVE LANÇAMENTO NO CAFÉ LITERÁRIO: UNIVERSO SECRETO(contos) e NÚNCIA POÉTICA (poesias), DE VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)







 



A LOUCA, ESSA MULHER EM NÓS

                     Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)


essa mulher que dança e se olha no espelho
que ama e se lança no caminho íngreme
da esperança,
do desespero,
da cantiga mais prenhe
da demência na vida... É a louca.
Sim, a louca... A possuída de desejos.


que corta as ruas, vielas,esquinas e cidades tantas
nas mãos um saco repleto de sonhos,
coletados nas andanças dos dias.
seu rosto no espelho sorri,
sorri e depois gargalha
como se o luto virasse granada
 estourasse o peito
e apenas ficasse as migalhas estiradas no chão.



a louca, essa mulher em nós
procura juntar os pedaços,os papeis tortos e rasgados
em triângulos,
losângulos,
e outras formas e jeitos pelos sonhos absorvidos.
ao se olhar o espelho, percebe-se
a missão que embala
mas também é utopia em cada mulher
que se descobre no seio secreto da vida.


voa a paixão enamorada e pinga chorosa
nos papeizinhos que choram com cica,
ela & elas soletram o invisível escrito no espelho:
O po vo al fa be ti za do!






São 47 contos: ou “achamentos“ inusitados, irônicos e alegóricos, enfatizando a importância da leitura e escrita e, com infinita ternura e um aguçado senso crítico de sua escritura co-existencialista, da Costa Salles ou Vanda Lúcia da Costa Salles acentua-se como uma das mais promissora escritora contemporânea brasileira. Creio ser ela, um olhar contemplativo e dissimulado, que reorganiza a linguagem na expressividade da língua portuguesa... Sua paixão e vida.

SILVIA AIDA CATALÁN - T.A.A.R. Argentina.



CAFÉ LITERÁRIO


AV. MARICÁ, 3314 - LOJA
ALCÂNTARA- SÃO GONÇALO
TEL.:  77.30.67.04




ACHAMENTO IV


Encontrado a seguinte inscrição em uma tabuinha (construída de material desconhecido aos conhecimentos humanos):                                                                                                                                                     

Adão,                                                                                                                                                       

Sem palavra não há conhecimento, a dialética explica:                                                                                          


Eva.


(IN. SALLES, Vanda Lúcia da Costa. UNIVERSO SECRETO. Entre o abismo e a montanha. Pará de Minas,MG: Virtualbook,2001, p.78)




OBS.:   A divulgação de seu livro UNIVERSO SECRETO (Entre o Abismo e a Montanha) está on-line, em destaque no TERRA/VirtualBooks, no seguinte endereço:

O DIA EM QUE ROBERTO CARLOS MORREU - FENANDO MONTEIRO (BRASIL)

(pintura de Vicent Van Gogh)





Dedicado à memória de SOLEDAD BARRETT VIEDMA, companheira do “Cabo Anselmo” — que nem cabo era – e por ele entregue para ser assassinada pelos facínoras da Ditadura que não pode ser aliviada, de modo algum, nas suas culpas tenebrosas perante a História e a hoje democrática (institucionalmente) sociedade brasileira.


É o que estão dizendo, a notícia circulando, parece, desde a manhã, muito cedo, se é verdade, não sei: Roberto Carlos parece que sofreu um acidente, ontem de noite, e morreu hoje, de madrugada, no hospital de Santos, foi na estrada, justo na estrada das curvas que ele cantava: preciso de ajuda/ por favor me acuda/ eu vivo muito só sempre vivi cercado dessas canções, dessas baladas, como todo mundo da minha geração e de mais adiante, ao longo de trinta anos, não é pouco, nunca deixou de se escutar RC, o “Rei” (esse negócio de “Rei” consegue me irritar: rei de quê?, da Jovem Guarda, da vendagem de discos de “Jeesus Cristo, Jeeesus Cristo, Jeeeesus Cristo!, estou aqui”…??, pois então está mesmo, acabou chamando a atenção de JC: morreu, é incrível, a noticia surpreende, faz a gente parar – será que é verdade? – embora eu esteja me lixando, na verdade é o que eu estou, me l-i-x-a-n-d-o mesmo, a caminho do trabalho, mais uma vez atrasado e abalado, mas não porque Roberto Carlos morreu, ora bolas, todos têm de morrer, os cantores e os fãs dos cantores, se Frank Sinatra cantava parecendo que não iria morrer – olhava firme para algum ponto obscuro da platéia fascinada, erguia o braço direito com um anel de pedra no dedo mínimo, os olhos faíscando daquele azul de alumínio lixado – e eu me lixei quando, também, quando o velho mafioso morreu, meus abalos são mais fundos, são pessoais, mais íntimos, não posso ficar abalado porque Roberto Carlos morreu, sem faísca nos olhos apagados, beijando a santinha de Aparecida com seus cabelos pintados de “rei” ancião da jovem guarda que não quer morrer.
Tudo tem que morrer (“as mães e a juventude”, algum poeta já foi no ponto das nossas saudades máximas), “Lady” Laura já morreu, Lidia não. Não pude dormir, na verdade, porque fiquei sabendo – outra notícia ruim – que Lídia voltou, está na cidade e até perguntou por mim, diz Helena, que já esteve com ela, eu não estava sabendo, tomei um susto, não pude dormir, digo a verdade: eu não consegui dormir, fiquei pensando e vi, quer dizer, imaginei, Lídia perguntando por mim e apresentando o filho, ela veio com um filho, isso foi o que tornou a noite longa, a surpresa da frase dita por Helena no meio das novidades, meio brincando meio à sério: “o menino (isto é, o rapaz) é a tua cara”, você, qualquer um ficaria abalado mesmo que houvesse um pouco de brincadeira na coisa, Helena gosta de brincar até com coisas mais sérias e um filho, uma criança que houvesse nascido da minha relação com Lídia seria uma coisa muito séria e eu não saberia como encarar um filho vindo diretamente daqueles anos que recuaram para a sombra de onde Lídia emerge, agora, como uma senhora que retorna, uma loura madura, a Lidiá da Sorbonne verdadeira, os nomes se confundindo na lembrança, é uma trama que me perturba, me perturbou a noite inteira, de modo que eu não pude afastar a jovem velha Lídia, de volta do túmulo da distância, com uísque com cigarro e comprimidos, fiquei acordado e vi o dia nascer, não estava preparado, foi muito de repente que chegaram os anos aposentando, cancelando, obliterando, todos os “ando” que marcham para tornar a juventude a lembrança de uma hora que passou, é esquisito: Roberto Carlos, um caretão superfamoso, morrer assim, num acidente de madrugada, ele próprio dirigindo como peão na contra-mão vinha voando no meu carro/ quando vi pela frente/ na beira da calçada um broto displicente acho difícil, impossível, Lídia grávida de um filho meu?, naquela época?, teria sido possível não perceber, a sensibilidade embotada, enquanto ela também não dizia nada, isso é possível, é a realidade e assim é que se passam as coisas, uma esperança cancelada e vista pelas costas, Lídia dando à luz em Paris, em Montreal?, as perguntas martelando neste vazio quarto grande demais para mim como a mansão da Urca devia ser grande demais mesmo para Roberto Carlos (o que teria ido fazer em Santos?), não importa, é incrivel, Lídia mal acaba de chegar e isso por aqui já está cheio de novidades, não sei agora mas, há três décadas, ela detestava Roberto e, já disse, as músicas de Roberto, a “jovem guarda” e tudo o mais que estava do outro lado da noite escura, o pessoal mudando de célula para célula e Roberto Carlos cantando no rádio do apartamento do vizinho que nem suspeitava das atividades “extra-universitárias” da geração sacrificada para a qual RC nunca fez canção nenhuma (e ele podia ter feito um esforço para tentar entender o que se passava, não era fácil), o país perdeu a inocência e ganhou o campeonato mundial, Lídia torcendo contra e eu desesperado com as partidas decisivas que nem queria acompanhar com ela por perto, para falar a verdade Lídia era muito chata como marxista, comunista até o dedão do pé lindo e magro que hoje deve estar sulcado das veias que não se disfarça mesmo com toda elegância francesa, a pele fala por si própria, a pele e aquilo que não passa e nenhuma esponja apaga, não se remove com bisturi a melhor lembrança, a pior recordação, assim como a papada, o cotovelo enrugado que Pitanguy algum faz sumir pelo ralo, uma coisa eu estranho e queria perguntar, mas não perguntei: então ela casou? – por que não? – embora possa também não ter casado (não é obrigado), Lídia dizia que não queria e nunca iria dizer “sim” para as perguntas idiotas de um juiz ou de um padre, isso antes de tudo nos separar e antes da subversiva Lídia Benevides – codinone “Nice” – ser presa e depois trocada pela porra do cônsul ou do embaixador, já não me lembro não adianta nem tentar me esquecer/ durante muito tempo em sua vida eu vou viver vamos supor que ele se acidentou gravemente (as pessoas gostam de dar esse tipo de notícia, com o “gravemente” acentuado), mas não morreu, sobreviveu, vai ficar talvez com seqüelas – gostam de usar a palavra “seqüelas”, quando o caso é de acidente – com o risco, ainda, de nunca mais poder cantar, quem sabe, uma pena, o Roberto, uma perna que já era mecânica e agora o acidente na estrada, que coincidência, justo na estrada de Santos assim como Lídia tinha o codinome “Nice”, olhe só, o nome da primeira mulher de Roberto, não é engraçado?, levei trinta anos para perceber isso e achar graça, naquela época não sei: acho que não teria gozado com a cara da pobre, Lídia andava atemorizada, mau humorada por tudo e por nada (nem era tempo de achar piada num nome sorteado entre as belas tardes de horríveis domingos de policiais rondando pelo bairro), a gente com medo de esperar pela noite para sair do prédio e ela chorando – tinha medo, pânico de ser torturada – e tudo volta, tudo parece o presente esvaziado, o mundo de incertezas onde eu duvido que tenha perguntado por mim, se interessado, por que se interessaria?, se uma vez já me disseram que ela havia rifado do seu caderninho quando soube – em Paris, antes da anistia – que eu havia casado, de papel passado e tudo, com ninguém menos que Rita Ferreira (a filha do major que matou o padre), hoje estamos separados, mas Rita era gente boa, e Lídia também: ela perguntar por mim significa que não ficou tão chocada, amadureceu, uma mulher viajada, que Helena diz que se veste com apuro e charme da meia idade, eu devia ter indagado: “Helena, diga a verdade, Lídia perguntou mesmo por mim?”, porque a presença de Lídia se instalou no meu quarto de descasado logo que Helena perguntou “sabe quem está na cidade?”, tive medo e, entretanto, também a certeza de que era Lídia, não podia ser outra, retomando um lugar, um traçado, uma mão de cartas marcadas: já então eu estava tonto, sentado na cama, sentia o enjôo do cigarro e a via deitada bem ao meu lado, havia voltado e não falava, não era preciso falar nada, apenas aterrissar, pousar na cama imaginária, cancelar os anos com uma canção de Janis Joplin no lugar de Roberto para agradá-la, estava cansada mesmo chegando pela mão suave da saudade – isso parece um verso parnasiano da má fase – mas não tinha nada de parnasiano, penso, o penso de gaze que eu me via passando sobre a sua pele queimada naquela parte, eu não podia adivinhar, ela estava machucada e não disse, se ali já estava um filho meu, um feto já formado e já assustado, garoto sente aqui, deixe eu ver o seu rosto que vem da minha juventude e do silêncio da sua mãe, no passado e mesmo agora, quando procura Helena mas não o antigo namorado, o “bom burguês” conforme acusava nos momentos de raiva, a própria palavra parecendo tola agora que o seu conteúdo meio que desapareceu com o operariado francês partindo para… Por que estou usando “meio que”? Acho tão feio!, e olhem que eu dava aulas de português pra completar o salário, o Brasil era em preto e branco, Roberto Carlos cantava: quero ouvir a sua voz/ vou telefonar dizendo… por isso corro demais, corro demais/ só pra te ver meu bem… além do horizonte existe um lugar… onde as curvas se acabam… é proibido fumar devia ser proibido proibir e preciso comprar cigarro, preciso porque pensar no país de antes (curioso: as coisas mais definidas, mais perigosas e mais claras) me deixou nervoso, suando um pouco a camisa social daquelas que Lídia passava a ferro – passava mal (e, depois, nunca mais passou nada a ferro em brasa) – dizia que não era empregada, protestava que eram camisas muito caras e tinha medo de queimá-las, ao mesmo tempo em que me acusava de torrar dinheiro com roupas e vinhos caros, naqueles dias de azedar vinhos e murchar rosas do ventre tatuado, meu deus eu não dormi nenhuma hora desta noite que me esmaga e da manhã que traz a notícia da morte de Roberto, Lídia chegou a confessar que ficava com vergonha de mim, dos discos que ouvia e do luxo da nossa casa (luxo porra nenhuma) quando seus camaradas do Partido vinham se reunir no apartamento da Torre e eu me comportava “feito um alienado”, é verdade, talvez eu ouvisse Roberto de propósito: meu calhambeque bip bip/ quero buzinar o calhambeque bip bip. Bem, vocês me desculpem, mas agora eu vou embora… coitado, tenho pena, mas já vai tarde: certamente ele sabia o quanto ficou indefinido, chato, sacro, a cara de uma velha índia grisalha, o cabelo, o estilo sem estilo (mas tudo – e não só Roberto Carlos – é de um estilo indefinido, agora), a condenação às mesmas canções, durante todas as tardes, noites e manhãs dos anos todos que rolaram até chegar a morte na contra-mão do Cadillac enguiçado.
Bem, vai ser um enterro da porra, não há dúvida, o país vai parar, o sepultamento do “Rei” vai superar todos os enterros da história brasileira, um deus-nos-acuda, talvez dia feriado, com o vice-presidente da República presente para se despedir e dizer da saudade do Roberto papo firme e manso nas suas canções de bom rapaz, bom pai, bom filho, e bom cidadão que acaba de morrer vítima da loucura das estradas, vou confirmar, ontem foi domingo, todo mundo voltando do final de semana (é um perigo nas curvas da estrada), o dono da banca de revista aqui da esquina deve saber com certeza, eu saí com os cabelos molhados, uma bolacha em mastigação apressada e a pergunta que acho que posso fazer porque compro cigarro, todo dia, na banca desse chato: Roberto Carlos morreu? Quem? Tá sabendo do boato, não? Roberto Carlos, o cantor, parece que morreu. Ah, é, ouvi também: morreu num acidente de avião. Não, de avião não, de carro: o acidente foi de carro. Ouvi dizer que foi de avião. Não caiu nenhum avião. É, então foi de carro entre no meu carro/ na estrada de Santos você vai me ver morrer, Lídia Benevides de Macedo: “um amor que eu tive e vi, pelo espelho, na distância se perder”, que pieguice, devo estar cantarolando, talvez até chorando, porra, será que eu vou chegar a esse ponto?, uma mulher acaba de passar, me encarou, espantada: pés descalços, lágrimas na chuva, cantando “só ando sozinho e, no meu caminho, o tempo é cada vez menor”… mas não sou um idiota, minha senhora, não estou louco: por favor, prossiga no seu caminho com esse cão sarnento que, se botar no chão, eu chutarei com o maior prazer e os pés nus, é isso mesmo, de paletó, gravata e meus pés nus de John Lennon, ouviu falar, a senhora e o cachorro do seu cachorro? Lídia morria de medo de cães, de morrer – é claro – de ser torturada nem se fala, pois era o que se passava nos meus piores pesadelos, eu a via à mercê de um, dois, três sujeitos num dos porões da “Sorbonne” da rua da Aurora (onde ficava o nosso DOI-CODI), e um deles começando a passar um dedo grosso e molhado de saliva pela parte interna da coxa dela, suja de sangue, me lembro desse detalhe como de um filme de Costa-Gavras (ou Gravas?, fico sempre em dúvida), não encaro o fato, escondo de mim mesmo que é fruto do seu relato, ela à disposição daqueles esbirros sem piedade e talvez grávida, isso me abala, o conto-sonho-filme se desdobra, rola para trás e caminha para o agora que desaba – se for verdade – embora eu tenha que raciocinar, pesar as coisas, convir que tem algo absurdo aí, no quadro que se deforma porque, se acaso tivesse acontecido mesmo, ela certamente teria perdido o menino, os monstros chutavam a barriga, eles gostavam de chutar as grávidas enquanto ouviam músicas da jovem guarda, o bigodudo de cabelo oleoso de posse de um instrumento incandescente, uma coisa que não dá pra ver bem porque, no anti-sonho, a minha censura desesperada corta a cena antes do major se aproximar, com o cano quente, e Lídia começar a gritar, os cabelos colados na testa suada (os cabelos com os quais tinha tanto cuidado), ela gostava de shampoo americano porque “era bom”, eu brincava que nada deles devia ser bom e Lídia respondia que eu era um idiota que gostava de faroestes e, portanto, não podia falar detalhes tão pequenos de nós dois/ são coisas muito grandes pra esquecer/ e a toda hora vão estar presentes você vai ver e as pessoas nem estão sabendo que Roberto morreu, quer dizer, essa notícia não é a notícia mais importante do mundo, de modo algum, quando Frank Sinatra morreu eu pensei que o pessoal ia dar mais importância, fiquei esperando e ao passar pelos jardins do consulado americano aqui perto achei até que a bandeira deveria estar a meio-pau – embora Sinatra a preferisse de pau inteiro he he – quando Francis Albert morreu, os jardins tristes, o cheiro de jasmins colado à rua sempre vigiada (pungência de jasmins, específica), com reflexos no espelho de água lembrando o repuxo apagado do pátio da Faculdade, no limite da noite que caminhava para o fim quando eu conheci Lídia no bar do Bloco “B”… e Sinatra (não Roberto Carlos) cantava os versos de Yesterdays – “a verdade era minha” – com seu tipo de consolação misteriosa, de cigarro, e alguma forma de solidariedade na voz, macio timbre claro enquanto os outros casais sumiam para o fundo dos bairros de mariposas acesas sob a luz esparsa dos pobres que nunca estão nas músicas de Roberto de corpo inteiro, “Lady” Laura, carangos, coisa da juventude classe-média-indiferente, mesmo o porra do Sinatra tinha mais solidariedade mafiosa, era dono de alguma verdade provisória que, suponho, não devia se sustentar em noites de estradas ensaios hotéis uísque aplausos pistas de dança madrugadas rouquidão mais aplausos e mais uísque piscar de olhos cigarro droga e trepadas sem tirar a calça, tudo isso é ainda mais absurdo porque o filho de Lídia é tão meu quanto poderia ser do finado Roberto ou daquele garanhão de olhos azuis que morreu vendo as caras de enfermeiras como última recordação da verdade que fora dele – acredito – por um breve momento imprensado entre luas e gambiarras iluminando uma única mulher amada entre milhões de histéricas dispostas a ir para a cama com “The Voice”, de pernas abertas e olhos fechados, o grande sortudo safado, ninguém entendeu, quando ele morreu ninguém entendeu que com ele também morria uma forma de lamentar o amor recordado nos parques molhados da chuva (enquanto não percebemos que saímos para a rua sem os sapatos), eu com medo de ver Lídia, de revê-la… embora “rever” não seja bem a palavra: eu jamais a vi como uma senhora, é uma novidade, uma desconhecida, porém uma desconhecida cujo filho é a minha cara (?), choveu a noite toda – e o dia é de chuva – e eu me sinto deprimido, estranho, triste porque chove e porque não chove, porque não veio carta alguma da França e nenhum aviso, nenhum telegrama acusou o recebimento do poema não-escutado e jamais lido para ouvidos não-torturados:
Deixou a luz acesa iluminando o aposento
refletido em ângulo no espelho do armário aberto.
É só uma janela (também aberta) e no entanto pode
revelar um orgulho quase tão desfeito
quanto a cama que daqui se vê (com olhar de voyeur)
nua como parecem as camas após usadas pela pressa
ou pelo desleixo humanos:
há jornais dobrados, talvez cinza
sobre os travesseiros – e nada mais para ver
da intimidade violada do casal que prossegue
se acusando?, ao surgir de sob a marquise,
três andares abaixo.

Depois, ela toma um táxi, sem se despedir,
e ele acende um cigarro protegido da chuva
ao luzir o mesmo fulgor perdido da lanterna úmida
dos pequenos barcos.

E assovia Amada Amante subindo as escadas
de volta para a desarrumação do quarto.

Roberto Carlos morreu?
Alguma ansiedade funda – que envolve Lídia de volta e Roberto vivo?, morto? – me faz ligar, como um fã absurdo, para um amigo que trabalha na redação de um jornal de TV: “Roberto? Roberto Carlos?”
Não, ele não soube de nada, acha que é boato. Ou, pelo menos, ninguém está sabendo de nada na redação, e se ninguém está sabendo de nada na redação… pode ter certeza de que não houve nenhum acidente grave com uma pessoa notória como o “Rei” – que morre de medo desses boatos, é supersticioso como um cartomante cigana (de Caruaru) aposentada.
Desligo, meio irritado, quase decepcionado, penso que devo voltar para vestir meias e calçar sapatos, mudar a roupa molhada – enquanto percebo quão insepultos, ainda, são os horríveis dias dourados, de antes e de ontem, quando Roberto e todos, a favor ou contra, éramos jovens.



Fernando Monteiro é poeta, romancista, dramaturgo, cineasta e crítico de arte. É autor, entre outros, dos romances Aspades, ETs., Etc, A Cabeça no Fundo do Entulho (ambos publicados pela Record), O Grau Graumann (Globo), As Confissões de Lúcio (Francis) e do poema longo Vi uma foto de Anna Akhmátova.
A seção Opinião Pública está aberta a colaborações. Envie seu artigo para sul21@sul21.com.br



domingo, 25 de setembro de 2011

EM AULA: CABAÇAS OU PORONGOS OU CUÍAS





CABAÇAS OU PORONGOS







Cabaça ou porongo é a designação comum dos frutos de plantas da família das cucurbitáceas (entre as quais a Lagenaria siceraria, tema deste verbete) e a uma da família das bignoniáceas. As plantas são chamadas de cabaceira, porongueiro, cabaceiro e, na Amazônia, de jamaru.
O fruto seco é amplamente utilizado em diversos países do mundo, de várias formas:
No que diz respeito ao berimbau brasileiro, a menção ao uso de cabaças da família das cucurbitáceas, como a Lagenaria siceraria, é incorreta.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caba%C3%A7a

http://www.artenacabaca.com/como-preparar.asp



PROPOSTA DE AULA: Após leitura e pesquisa: limpar, desenhar e pintar as cabaças recebidas. Após secagem criar um personagem para ilustrar a construção de um conto de sua autoria. Seguindo as seguintes orientações;

1- Enredo ou narração: é a própria história que irá contar (escrever).

2- Narrador: é quem conta a história. Pode ser :

    a) Narrador-personagem- participa da história;
    b) Narrador onisciente - somente observa a história, contando-a. Não participa da história como personagem.

3- Personagem: As pessoas, animais ou objetos que participam da história com ações relevantes.

4- Discurso ou diálogo: é a conversa personagem ou do narrador contando o que os personagens conversam entre si. Pode ser:
    
     a) Discurso Direto- quando os personagens dialogam entre si, diretamente um com o outro.

     b) Discurso Indireto - quando o narrador comenta ou informa o que o personagem falou um com o outro.

5- Tempo: é o momento em que acontece a história. O tempo decorrido. Pode ser:

         a)Cronológico-  tempo decorrido: com presente, passado e futuro.
      
         b) Psicológico - acontece na imaginação do personagem, isto é, passado na mente sem que se determine tempo.

6- Espaço ou Ambiente: lugar em que acontece o enredo ou história.

7 - Foco da Narrativa; é o ponto de vista do narrador. Pode ser:

       a) Em 1ª Pessoa do Singular - Narrador é personagem.

      b) Em 3ª Pessoa do Singular - Narrador não é personagem. Apenas conta a história, como observador.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

EM AULA: ENTREVISTA À POETA SILVIA AIDA CATALÁN (ARGENTINA)

ENTREVISTA  À  POETA SILVIA AIDA CATALÁN (ARGENTINA)-  ALUNOS DO CIEP BRIZOLÃO 121- MARAMBAIA/SÃO GONÇALO-RJ, BRASIL, EM AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA


Os nossos agradecimentos fraternos a poeta argentina que aqui nos honra com a beleza!



BIOGRAFIA: 












SILVIA AIDA CATALÁN :  Poeta- Cruz Roja Argentina-Artesana.  Nace en 1956, San Nicolás de los Arroyos, Provincia Buenos Aires, Argentina. -   Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina.






 

BIBLIOGRAFIA:  CARICIAS PARA MI SOMBRA” Junio 2004, “CON ALAS DE GAVIOTAS Y ALONDRAS” Noviembre 2006 y Coautor de “O CHAMADO DAS MUSAS” Diciembre 2008- Arteterapia. Participó de varias antologías.





ISRAEL (702):
A)  Qual o primeiro poema que você fez?
SAC: El primer  poema que recuerdo fue  escrito en un lenguaje no verbal  y lo dediqué a mi Hermano Juan Facundo cuando era muy pequeña. Se trataba de una fantasía  compuesta de abrazos y miradas .Entendí debía señalar al mundo que desde la “intertextulidade” entre el amor  y la ternura del amor, en todos los lenguajes  se lograba una vida poéticamente  preciosa.


a)  O que a levou a se interessar em escrever poemas?

SAC: Lo que me lleva a escribir poemas es la bendita sensibilidad que duerme en los seres humanos y que aflora naturalmente.
c)  Qual o livro que você escreveu que mais lhe encantou?
SAC: Los libros que escribo están hechos en  estado de  encantamiento, son “Hijos Libros”.

2- PAMELA RODRIGUES (702):
a)   Você tem vontade de fazer uma palestra em nossa escola, aqui no Brasil?
SAC: Sería interesante  compartir una palestra con     ustedes, en Brasil.

bbb)  Qual o nome do seu primeiro livro?
SAC: Mi primer libro fue un poemario. Se llama “ Caricias Para Mi  Sombra”
c)    Quando você percebeu que era escritora?
SAC:  Siento que soy poeta desde los cuatro o cinco años.. No podría decir que soy escritora. Poeta nace. Escritor se    hace.

3- LUIZ HENRIQUE LIMA DE SOUZA (901):
a)   O que você achou da nossa revista literária?
SAC: Encontré sensibilidad, inteligencia, despertar a la sabiduría, conocimiento del ser, originalidad, creatividad.

b)  Você doaria livros para fazermos uma apresentação em nossa escola?
SAC: Donaría libros  para vuestra escuela y para el mundo.

c)    Você gostou das entrevistas que  a professora Vanda Lúcia da Costa Salles e os seus alunos(as) fizeram ? 
SAC: Soy discípula de la profesora Da Costa Salles . La admiro profundamente como ser humano y formadora. Encuentro  esplendor en su  “escuela” por lo tanto hallo  embeleso cuando leo a  sus alumnos y todo lo que con ellos alcanza.

4- DANIELA MESQUITA (901):
a)   Qual foi o seu maior trabalho literário?
SAC: Mi mayor trabajo literario es el que comparto contigo en este momento.
b)  O que seria se não fosse escritora?
SAC: Soy mayormente poeta, luego enfermera, luego artesana. No podría ser una sin la otra y en ese orden.

La Vaca Alada

Erase una vaquita rosa.
Tenía alas y volaba
por el mundo
Era rosa
como las rosas de mamá,
fin

Autor Silvia Aida Catalán- 4 años- Primer Cuento- Transcripto por Juan Facundo

c)    Quando deu início a sua carreira?  E gosta do que faz?
SAC: De lo que conservo te comparto algo que amo y conservo gracias a mi hermano Juan Facundo, que transcribía lo que yo narraba.

5- ANTÔNIA VILAUBA VIEIRA (901):
a)   Assim como no Brasil, a Argentina é um país muito belo, essa beleza já te inspirou de alguma forma para criar poesias?
SAC: Todo el tiempo la belleza de  Natura me inspira. Es una constante

b)  Qual o nome da sua primeira obra?  E como foi a sensação de ter um sonho realizado?
SAC: La obra que recuerdo y conservo es La Vaca Alada, Autor Silvia Aida Catalán- 4 años- Primer Cuento- Transcripto por Juan Facundo. Sentí orgullo, alegría y el despertar de nuevos sueños.

c)    Senhora Silvia, tenho para mim que as pessoas que já sofreram de qualquer forma, são as mais brilhantes e criativas, você concorda com essa conclusão?  Por quê?
SAC: Hay dentro de nos un poder de discernimiento que ayuda a canalizar dolor en obras. Tenemos que atrevernos a descubrirlo. Concuerdo con esta conclusión, mas dejo claro que también desde lo opuesto al dolor se es creativo. Todos los polos llevan a un centro desde el cual  nos  manifestamo

6- THAMIRES BALBINA ANDRADE (901):
a)   Qual é a sua maior inspiração para escrever um livro?
SAC: Escribo desde el amor al dolor y viceversa. Muchas veces transida en un vuelo magno hacia la hoja en blanco.

b)  O que você sentiu quando publicou um livro junto com a escritora Vanda Lúcia da Costa Salles?
SAC: Vea…… sentí profundo agradecimiento, orgullo y emoción. Fue para mí algo así como una comunión de ángeles.

c)    Qual a importância da Língua Portuguesa em sua vida? Por quê?
SAC: Comulgué con la Lengua Portuguesa  debido al enamoramiento de mi hermano Juan Facundo  con la poesía de Vinicus de Moraes a muy temprana edad.  Con los años llegué a Brasil  y abracé esa Lengua a mi vida.
7- LORRANE (901):
a)   Qual de seus livros é o seu preferido?
SAC:  Es el libro de la vida que escribo a diario y que hoy comparto contigo y tus compañeros, a partir    de esta entrevista.

b)  O que você pensa sobre a poesia contemporânea em seu país?
SAC: Pienso que la poesía contemporánea en mi país  es maravillosa. Conozco felizmente poetas de alto vuelo con los que descubro día a día  la grandeza de la pluma como un legado d e Dios.

c)    O que você pensa sobre o Brasil?
SAC: Brasil es mi segundo hogar. Amo este territorio de pájaros hermanos. Sus márgenes me  resultan idílicas.


8-  BEATRIZ TELES DOS SANTOS (702):
a)   Qual dos seus livros fez mais sucesso?
SAC: La verdad es que no sigo la ruta de mis hijos libros.  Una vez llegan al mundo ellos hablan para ese mundo y yo incubo el siguiente.

b)  A quem você agradece por ter lhe ajudado a ser escritora?
SAC: Agradezco a Dios. A mis amados padres, a Juan Facundo mi hermano y mentor, a  Jorge que editó mis obras sin preguntarme nada, a quien/es  leen  o se   detienen en mis obras.

c)    Você já se orgulhou de um livro?  Por quê?
SAC: Siento orgullo de y por todos mis “Hijos Libros”, porque  cada uno transporta una señal de amor y paz hacia el lector.

9- JOZELAINE ANTUNES PINHEIRO (702);
a)   Você gosta de morar em Buenos Aires?
SAC: Gusto de morar en Buenos Aires y en cada lugar donde habita el arte en todas sus manifestaciones.

b)  De onde você se inspira para criar tantas poesias belas?
SAC: Antes he referido que escribo desde el amor al dolor y al revés. Desde el  Cielo a la Tierra y viceversa.

c)    Qual o papel de sua mãe em sua carreira de poeta?
SAC: Mi Madre es, fue y será en mi vida una fuente de sabiduría infinita. Desde donde ella esté su luz permanecerá viva en mí y será  mi Musa. ( usted consiguió  emocionarme hasta las lágrimas con esta pregunta).


10- EMELLY SANTANA (702):
a)   O que você sente ao criar um novo poema?
SAC: Siento un estado de conmoción increíble. Todo se moviliza dentro de mí y giro alrededor del mundo como una enorme carrusel que no se detiene sino hasta concluir la obra.

b)  Voce se baseou em sua vida para criar poema ou poesia?
SAC: Muchas veces me baso en mi vida y las fusiono a fantasías hijas de la creatividad. Soy poeta lírica.

c)    O que é a vida?
SAC: Acontece que la vida es el ramillete  de pétalos y  espinos, cuyo elixir  bebo a menudo de un cáliz altamente fértil.

11- KERLIANE REIS OLIVEIRA(901):
a)   Como foi a sua adolescência? Você já era poeta?
SAC: No tuve adolescencia, viví demasiado precipitadamente  y fui poeta y poética desde muy niña.

b)  Fazer poesia é...
SAC: Hacer poesía es abrazar la vida desde los sentimientos y remontarse hacia Dios.

c)    Você gosta de dar palestras?
SAC: Gusto de compartir lo que aprendí.

12- IGOR BRAGA DESTERRO (702):
a)   Qual o poema mais famoso que a senhora já publicou?
SAC: No sé si el más famoso, quizá el que más amo: Alas Rotas.

b)  Como a senhora se sente hoje com o falecimento dos seus pais?
 SAC: Siento dentro de mí un desierto que transito sólo con la esperanza de la fe en Dios.

c)    O que Vinicius de Moraes significa para a Senhora?
SAC: Vinicius es mi primer enamorado, el primer marido ( de mentiritas) la primera pasión. Su poema “Ausencia”  fue un estigma en mi vida.

13- GABRIELA DIAS (901):
a)   Por que você resolveu ser uma escritora?
SAC: Querida, yo no resolví nada. Nací poeta. Fue la vida con sus divinidades .

b)  Qual foi o seu primeiro livro? E como foi fazê-lo?
SAC : Mi primer libro fue “Caricias  Para Mi Sombra”. Es una compilación  desde los 12 a los 35 años. No tiene correcciones.

c)    Qual o seu conselho para uma pessoa que tem dificuldades com a leitura e a escrita?
SAC: Soy la persona de la que hablas. Aprendí lo que sé por consejo de mi Madre. Lectura en voz alta  y dictado. Diez líneas diarias sin sábados domingos ni  feriados.

14- GEISILANE DOS SANTOS (901):
a)   Se você não fosse poeta, o que gostaria de ser?
SAC: Soy mayormente poeta, luego enfermera, luego artesana. No podría ser una sin la otra y en ese orden.

b)  Qual é a sensação de escrever para todo mundo a ler?
SAC: Es la misma sensación que me habita cuando despierto y consigo respirar. Agradecimiento, lucha y tenacidad.

c)    Se um dia você deixar de ser poeta, o que faria?
SAC: Sería una discapacitada o bien una muerta en vida.

15- JÉSSICA VIEIRA DE CARVALHO (901):
a)   O que a motivou a seguir esta carreira?
SAC: Me motivaron la vida y sus vivencias.

b)  Você se lembra da primeira vez que veio ao Brasil?

SAC: Recuerdo el primer viaje a Brasil, porque era un viaje al “Paraíso”  ¡Imposible de olvidar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

c)    No que você se inspirou para escrever seus poemas? Eles foram dedicados para alguém em especial?
SAC: ¡Claro que me inspiro!. Dedico los poemas al mundo en general y muchos a circunstancias o personas en especial.

16- CARINNA ALMEIDA RODRIGUES (702):
a)   Você já ganhou algum prêmio? Qual foi ele?
SAC: Alcancé varios reconocimientos en distintas latitudes. Uruguay, Rep. Dominicana, Perú y Brasil.

b)  Você escreve contos e poemas, mas qual deles você gosta mais?
SAC: Escribo con pasión. La poesía es mi debilidad. La amo-

c)    Qual foi o poema que você mais se orgulhou em fazer?
SAC:  Todos mis poemas me enorgullecen. Quizá “ Alas Rotas” y “Pétalos y Espinas” movilicen más que otros mis profundidades,


17-  VANESSA RIBEIRO (702);
a)   Ao longo de sua carreira, qual foi sua maior conquista?
SAC: Alcanzar a publicar mis libros y compartirlos.

b)  Se não fosse escritora, o que a Senhora gostaria de ser?
SAC: Soy mayormente poeta, luego enfermera, luego artesana. No podría ser una sin la otra y en ese orden.

c)    O que a motivou a escrever livro?
SAC: Lo que me lleva a escribir poemas es la bendita sensibilidad que duerme en los seres humanos  y que  aflora naturalmente.


18-  MARIANA RIBEIRO FONTES (901):
a)   O que você tenta passar para as pessoas em seus livros?
SAC: Intento transmitir las huellas  que dejan los sentimientos.

b)  Qual foi a sua maior alegria?
SAC: Mi mayor alegría (en relación a mi carrera)  fue descubrir que  se podía  alcanzar la edición y dejarla en manos de distintos  ciudadanos y escolares.

c)    Por ter escolhido ser escritora sofreu algum preconceito?
SAC: Muchos y algunas discriminatorios, dado mi formación y la falta de divisas.


19- VIVIAN CUNHA ( 901);
a)   Quando você escreve se inspira em quê?
SAC: Me inspiro en Dios, en el Hombre o Natura.

b)  Uma mensagem: “ Não fique assim, Deus te ilumine”. O que é perder alguém quem se ama?
SAC: El mensaje es bueno y esperanzador, mas es grandísimo otras veces el dolor que se siente al perder  un ser amado.  Usted fija parado frente a un desierto que no se atreve a transitar. Es una amputación que duele.
c)    Qual foi o livro que você mais gostou de ler?
SAC: La Biblia.

20- BÁRBARA DO NASCIMENTO GONÇALVES (702):
a)   Você tem vontade de escrever um livro em português?
SAC: Es una maravillosa idea. Lo escribiría con ustedes ahora mismo.

b)  Qual foi o dia em que você mais passou dificuldade como escritora?
SAC: Ya lo olvidé))

c)    O que foi para você conhecer Mario Benedetti?
SAC: Conocer a Don Mario fue una bendición. Admiro su obra. Es y fue un ser de Luz.


21-  DANIELE CRISTINA (702):
a)   Quantos livros você já escreveu?
SAC: Creo que fueron seis o siete.

b)  Você já foi prejudicada por escrever livros?
SAC: Alguna que otra vez intentaron perjudicarme, mas entonces crecí mucho como ser humano y salí fortalecida.

c)    Como foi a sua infância?
SAC: Mi infancia fue en “cunita de oro” según mi padre.  Según yo creo que fui una criatura feliz a pesar de todo y todos.


22- DAYANNE ISABELA (901):
a)   Você já escreveu um livro inspirado em seu trabalho como enfermeira?
SAC:    No escribí un libro, sí escribí  poemas que pueden hallarse en mis libros, mas no enteramente. Es una idea genial.

b)  Você já sofreu algum preconceito quando mais nova?

SAC:  Sufrí preconceptos cuando era jóven y ahora que soy casi mayor.

c)    Você tem dificuldades em escrever sobre você mesma?
SAC: En tanto escribía las respuestas, oía música de pianos y violines ( Chopin y  Paul Casals) Sentí que el arte comulga con el arte.  Que conocerles es un preámbulo para mi próximo libro  llamado Obertura. Es emocionante responder desde mi pequeñez a vuestra grandeza.

d) O que você acha de ser entrevistada por pessoas (adolescentes) de outro país?

SAC: Es emocionante responder desde mi pequeñez a vuestra grandeza.
23 - DAVI PRADO RIBEIRO (901):


A) Qual a sua sensação ao escrever o poema “ Lagrimas de Colibrí”?
SAC :Sentí profunda tristeza. Había fallecido el hijo de una amiga: Diana. En "Lagrimas de Colibrí" intenté un paisaje desde el nacimiento hasta su partida, sólo que poéticamente hasta la muerte resulta menos agresiva. 

b) Embora fale castellano, o que você pensa sobre a Língua Portuguesa?
SAC :La Lingua Portuguesa, se impuso en el Mercosur y América  a pasos firmes y gigantes. El mundo reconocerá su poder y sabiduría. Personalmente cuando fui a Brasil fijé encantada y aprendí el idioma. Quisiera escribirlo de la misma forma que lo interpreto.


c) Na sua opinião, o que é preciso para que em nosso planeta seja difundida a prática da Leitura e Escrita?
 SAC: Se necesita dar el ejemplo. Tu difundes en una Revista Literaria. Yo difundo  desde mis libros. Es decir que mas que  decir hay que hacer. Esto sería "Obrar con Arte y Parte"


 Un mensaje para todos ustedes.

"Que no muera el Hombre cual la ostra, guardando para sí, su más preciado tesoro, sino que despliegue sus alas y vuele, donde los sentimientos buenos le lleven, y comparta sus sueños"


Fontes:

http://wwwmuseuposmodernodeeducacao.blogspot.com/
www.artepoetica.net/silvia_catalan.htm